Caso aprovado na CCJ, em votação que deverá ocorrer no dia 6 de Maio, o Projeto de Lei PLS 602/07 será encaminhado para a Câmara dos Deputados.
Um participante da campanha sugeriu o link Fale com o Deputado. É importante que sejamos cautelosos e já mandemos mensagens para os deputados informando nossa opinião a respeito do Projeto de Lei, pois o mesmo já passou por duas comissões do Senado, e resta apenas uma para ser passado à Câmara.
Através deste link, mensagens podem ser enviadas para todos os deputados de seu Estado ao mesmo tempo. O participante que sugeriu o link ressaltou que o utilizou recentemente para opinar a respeito de outro Projeto de Lei, e que recebeu resposta depois de apenas dois dias, mostrando que os deputados realmente lêem as mensagens enviadas por aí.
Sugerimos abaixo dois tópicos importantes que você pode abordar em seu texto para os deputados, que podem resultar em ementas para tornar o projeto mais justo para todos, caso o mesmo seja aprovado.
- Peça a inclusão de outros cursos da área de Computação e de Informática no artigo segundo do Projeto de Lei. Cite os cursos de Engenharia da Computação, Sistemas de Informação, Física Computacional e Matemática Computacional. Caso venha à sua mente outro curso da área que possa ser incluído, sugira-o também, e envie um comentário neste blog para que outras pessoas também possam citá-lo.
- Fale a respeito da característica predominante de “informação livre e aberta” e “mudança rápida de tecnologias” na área de computação nos dias de hoje. Cite, por exemplo, os projetos de software livre, com código disponível para ser estudado, e linguagens de programação livres (como Python e PHP), que possuem excelente documentação oficial sobre como programá-las. Diga que isso favorece a existência de muitos autodidatas atuando na área de computação, e sugira que seja incluída uma ementa no Projeto de Lei que permita a uma pessoa formada em cursos de outras áreas, ou mesmo uma pessoa que não seja formada em curso superior, obter o reconhecimento necessário a se exercer a profissão por meio de uma prova que fosse aplicada anualmente pelo próprio Conselho Federal de Informática, criado pela mesma Lei. Uma sugestão seria utilizar a mesma prova do POSCOMP, que é um exame unificado realizado pela Sociedade Brasileira de Computação, utilizado por diversas Universidades para selecionar ingressantes em seus programas de pós-graduação.
Não deixe de incluir no seu texto para os deputados a sua opinião própria. Justamente por isso não colocamos neste blog uma “mensagem padrão” a ser simplesmente copiada e enviada para os deputados, como é costume de muitos – para que cada um possa expressar sua opinião, à sua forma.
Caso você tenha outras sugestões de ementas a serem aplicadas sobre o projeto para torná-lo mais justo, não deixe de enviar um comentário aqui para que outros participantes da campanha também possam sugeri-las.
Abril 30, 2008 às 10:47 pm
Realmente é preocupante caso essa lei seja aprovado, eu estou no segundo periódo de sistemas de informação mas já presto serviços relacionados a informática a quase 2 anos. Mas eu realmente espero que essa lei não seja aprovado por isso já corri e Falei com o Deputado =).
Também já envie para todos meus colegas de curso e etc. Vamos participar pessoal.
Abril 30, 2008 às 11:58 pm
E isso atrapalha a vida de quem possui formação técnica em informática (nível médio) como as das instuições como o CEFET.
Já não basta termos que arcar com custas de certificações para melhorar o currículo, ainda estaremos sendo considerados ilegais por trabalhar sem essas poucas graduações..
Governo sanguessuga……..
Maio 1, 2008 às 12:08 am
A idéia de regulamentar o setor é boa, mas, essas limitações são inaceitáveis.
Há vários cursos envolvendo Informática profundamente que não foram inclusos no setor.
Também, conheço várias pessoas que, apesar de não terem um diploma, possuem muito conhecimento sobre o assunto e merecem ser reconhecidas.
Espero que cada um faça sua parte falando com o Deputado.
Não podemos permitir que essa lei entre em vigor.
Maio 2, 2008 às 12:19 pm
Senhores Deputados,
Atravéz desta, venho solicitar que os senhores levem em consideração outros cursos exigidos para o projeto de lei PLS 607/2007, cursos estes que são de importancia relevante para a área, uma vez que muitos deles são direcionados especificamente para uma determinada função na área de informática, como por exemplo Cursos de Administração de Redes, Segurança da Informação e outros.
Minha solicitação é uma sugestão para tornar mais justo o projeto de lei, pois sem estas alterações extremamente necessária, causaria uma ruptura no processo evolutivo da área de informática no País, aumentando a informalidade (que já é demasiadamente grande) nesta área profissional e marginalizando muitos profissionais que há anos trabalham nesta area sem ter um diploma ou mesmo que há muito se formaram e não teriam mais condições de realizar uma prova para que obtenham a regularização no conselho federal proposto.
Lembro aos senhores que recentemente o País entrou em ótima colocação no ranking mundial de informática e que estas medidas, sem a avaliação correta e detalhada de TODOS os cursos vigentes no País, poderia derrubar-nos neste ranking e possivelmente causaria uma degradação no conjunto que colocou-nos neste, pois muitos profissionais possuem conhecimento avançado e até especializado, porém optaram por uma outra formação para que possam ter mais de uma profissão, em que nos tempos de baixa demanda de mercado pudessem procurar por outras ocupações.
Visto que os senhores possuem uma visão ampla do problema, uma vez exposto, peço encarecidamente a reavaliação deste Projeto e sua adequação para a realiadade do País. O nível educacional no País está deveras defasado , e a criação deste conselho sem medidas para melhoria e acesso aos estudos de nível superior por parte da população mais carente, seria desastroso e aumentaria o indice de desemprego além de impossibilitar o desenvolvimento de profissionais, bem como de instituições, pois em muitos casos o primeiro emprego de um profissional em formação deixou de ser o cargo de office-boy e passou a ser o de técnico de manutenção que hoje encontramos cursos em qualquer cidade e em escolas de pequeno porte para formação de técnicos.
Atenciosamente
Willian Ferraz
Adminsitrador de Redes Computacionais Linux
Analista de Segurança da Informação
Maio 2, 2008 às 1:19 pm
Esta redação de PL é simplesmente absurda. Sou estudante de Ciência da Computação, mas acredito que limitar a área a apenas três cursos é algo inacreditável. Além disso, a criação de uma reserva de mercado para a área não pode nunca ser vista com bons olhos, já que diminuirá a competitividade da área, visto que o nível dos serviços e produtos cairão (lembrem-se que os produtos estrangeiros não se enquadram em tal regulamentação).
Para mim, quem redigiu esse PL simplesmente não conhece a área.
Até mais a todos.
Maio 5, 2008 às 10:45 am
Já era hora de existir uma regulamentação. Isso vai acabar com a gurizada que lê um livro de programação e sai por aí achando que é analista. Manchando a profissão de quem realmente estudou para isso.
Maio 21, 2008 às 7:21 pm
Caros, vocês gostariam de ser operados, ou melhor, gostariam que suas mães, esposas fossem operadas pelas mão de um “médico-autoditata”? Que realiza provas anuais para provar sua perícia??? Temos que valorizar nossa profissão, sou formado e pos graduado na área e sou obrigado a escutar propostas de emprego de 600,00 em carteira… Se eu não fosse formado talvez pensasse igual vocês…
Agosto 7, 2008 às 3:31 pm
Nunca ouvi uma proposta dessas, sinceramente, a área está pagando mais do que n unca, a gente tá ganhando mais que diretores de alguns áreas, não vejo o problema.
Sou graduado, especialista e vou começar meu mestrado, mas sou totalmente contra a lei. Imaginem se um biologo quiser desenvolver um software que simula a vida celular pode ser processado ou uma realidade mais próxima, um Analista Financeiro não pode mais desenvolver macros no excel que será processado, rsss.
Lembrem-se a lei fala que Codificação de Programas é função exclusiva do Analista de Sistemas.