Desejamos mesmo pagar uma anuidade a um Conselho Federal de Informática? Parece que necessitamos de mais ementas a serem sugeridas caso o Projeto de Lei passe à Câmara dos Deputados.
Leia os seguintes artigos do texto atual do Projeto de Lei:
Art. 7° A fiscalização do exercício das profissões regulamentadas nesta Lei será exercida pelo Conselho Federal de Informática (CONFEI) e pelos Conselhos Regionais de Informática (CREI), dotados de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e financeira, aos quais compete zelar pela observância dos princípios da ética e disciplina profissionais.
Art. 28. Os profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Informática, de conformidade com esta Lei, estão obrigados ao pagamento de uma anuidade aos Conselhos a cuja jurisdição pertençam.
Art. 29. O profissional que deixar de efetuar o pagamento da anuidade durante dois anos consecutivos, terá cancelado seu registro profissional sem, no entanto, desobrigar-se dessa dívida.
Maio 1, 2008 às 12:38 am
E o custo para criação e manutenção dos tais conselhos, com todos os empregados que seriam necessários, é justificado ?
Maio 1, 2008 às 8:58 am
Acho interessante ter um conselho representando os profissionais, isso gera mais credibilidade para os mesmos e quanto à anuidade, o conselho não vive de amor né?
o problema é quanto a dívida continuar sendo cobrada, se vc decide não trabalhar com informática por 2 anos? vc vai ter que pagar uma fortuna pra voltar a trabalhar? um absurdo isso, acho que a anuidade deve valer no máximo por 2 anos e depois expirar.
outra coisa é o conselho aceitar apenas pessoas formadas em um dos 3 cursos, talvez os senadores desconheçam que muitos dos matemáticos, físicos, engenheiros trabalham com informática e decidiram não fazer o curso de informática por sua BAIXÍSSIMA qualidade,
não podemos esquecer dos auto-didatas também que nessa profissão são maioria.
o conselho deveria acolher a todos que tentassem ingressar, porém com provas MUITO DIFÌCEIS e provas essas que não fosse possível fazer um mero cursinho pra passar.
isso sim separaria o joio do trigo e nos garantiria uma boa credibilidade no mercado, até arrisco dizer que se isso fosse feito, POUCOS analistas de sistemas e processadores de dados teriam a menor capacidade de passar, pois todos conhecem a BAIXA qualidade desses cursos
Maio 2, 2008 às 11:51 am
> Acho interessante ter um conselho representando os profissionais [...]
Se quer ser representado, que a união seja voluntária. Se quer ser representado, associe-se à SBC e não obrigue quem não quer a se associar a mais um órgão sustentado por contribuições forçadas.
Maio 2, 2008 às 1:09 pm
SBC?
SBC não tem poder de conselho Federal.
SBC não tem poder de fiscalização.
Sem comentários.
“Viva a regulamentação da profissão”
Maio 2, 2008 às 1:09 pm
A regulamentação é correta,no mundo todo é assim.Isso valoriza quem foi para faculdade ou escola tecnica.Ficar recebendo ordens ou trabalhando com genericos ou mesmo picaretas é !@#$.
Maio 2, 2008 às 1:42 pm
> SBC não tem poder de conselho Federal.
“conselho federal” é uma definição que pode variar bastante. Pra mim, a SBC tem todas as funções que eu gostaria de um conselho federal.
> SBC não tem poder de fiscalização.
Fiscalizar o que? Se eu estou trabalhando direito, o problema é entre meu empregador/contratante e eu. Sem a lei, nem mesmo há a necessidade de fiscalização.
Maio 2, 2008 às 1:44 pm
> A regulamentação é correta,no mundo todo é assim.
Isso está longe de ser verdade. Não conheço muitas partes do mundo onde as pessoas são proibidas de trabalhar, mesmo sendo competentes, só porque não têm autorização do governo.
Maio 2, 2008 às 2:21 pm
> . Não conheço muitas partes do mundo onde as pessoas são proibidas de trabalhar, mesmo sendo competentes, só porque não têm autorização do governo.
Na Europa (Alemanha, França e Inglaterra) todas as profissões são regulamentadas. Para ser barbeiro o cidadão precisa estudar no que seria equivalente aqui no Brasil a um curso técnico de ensino médio.
Para atuar na sua profissão, precisam estar em ordem com o órgão equivalente ao Conselho.
Nos países ditos “desenvolvidos” as pessoas são proibidas de trabalhar, mesmo sendo competentes, só porque não têm autorização do governo.
Sinceramente, não me consultaria com um médico “auto-didata”. Mas a realidade do nosso país é outra. Muita gente faz consultas médicas com o farmaceutico…
Maio 2, 2008 às 2:32 pm
> Na Europa (Alemanha, França e Inglaterra) todas as profissões são regulamentadas.
Não verifiquei a veracidade da sua afirmação, mas supondo que seja verdade, isso é muito longe de ser o mundo todo.
> Nos países ditos “desenvolvidos” as pessoas são proibidas de trabalhar, mesmo sendo competentes,
> só porque não têm autorização do governo.
Isso pra mim não indica desenvolvimento, muito pelo contrário. Você realmente acha isso bom? Eu acho extremamente lamentável que isso aconteça, em qualquer lugar do mundo.
Maio 2, 2008 às 5:38 pm
Concordo plenamente com a criação do conselho e com a cobrança da taxa.. Afinal não é este o modelo adotado hoje pelos diversos conselhos existentes??
Não acho justo que alguém que nunca entrou em uma sala de faculdade se ache no direito de exercer a profissão, pois isto degrada a qualidade dos serviços executados e retira oportunidades de quem realmente é habilitado.
Eu não fiz medicina, e por isso não posso exercer a profissão de médico, mesmo se eu fizer um curso técnico ou algo parecido.. Por isto tem que regulamentar sim.. e que os “picaretas caiam fora” se querem exercer a profissão, que vá fazer um curso superior e se capacitar para tal..
A classe dos profissionais de informática sempre foi “largada” e sem controle, isto é errado. Já passou da hora de se criar o conselho, quem não concordar com as regras e for formado, simplesmente não se filie e continue da maneira que está, se assim se sente bem.
Maio 2, 2008 às 6:02 pm
Há algum tempo publiquei no site de minha empresa um artigo contra a regulamentação da profissão. Recomendo a leitura
http://www.pc2consultoria.com/index.php?option=com_content&task=view&id=223&Itemid=73
Maio 2, 2008 às 8:16 pm
Sempre vai haver trabalho para quem é competente!
Uns e outros estão loucos para que se crie uma reserva de mercado porque não têm competência suficiente para se manterem empregados.
Porque não uma prova de avaliação de conhecimentos? Acho que todos que, como eu, ficaram 4 longos anos sentados numa sala de aula, não recusariam competir com os menos favorecidos. Ponho sob suspeição todos os que se recusam. E acho que mesmo os que não têm formação devem poder realizar tal prova.
Vida casos recentes dos cursos de direito… cidadão grita aos quatro ventos que tem formação mas na hora da prova toma surra…
Maio 3, 2008 às 4:21 am
Eu concordo com a regularização mas não somente para os três cursos. Curso atualmente Sistemas de Informação e vou trabalhar com o que após formado? O que que passa na cabeça desses deputados pra limitar só os três cursos? Lembrando que minha cadeira é reconhecida pelo MEC.
Bando de cabeça oca.
Maio 3, 2008 às 9:58 am
Isso é matar os auto-didatas competentes, aqueles que ficam 4 anos sentados naquelas m**** de faculdades, que não ensinam nada, a não ser merda e padrões fechados.
O pessoal que apóia essa lei tem na verdade é medo da concorrência competente, eu crio o meu código e vou continuar a exercer a profissão mesmo que me proibam.
Isso é MEDO desse pessoal incopetente de faculdades, isso é MEDO desse pessoal das faculdades de terem seus cursos rotulados “PODRES”.
Esqueceram a filosofia do Software-Livre? Isso é matar a liberdade.
Não vou contribuir para mais desvios de verbas.
Maio 3, 2008 às 11:34 am
Esse projeto de lei é perfeito pra separar os homens das crianças. Não sou contra os autodidatas pois inclusive me considero um. Mas se é autodidata, faça um curso de graduação (tem medo? receio de que nao consiga?).
Esse projeto vai obrigar as empresas a valorizarem a categoria, que hoje está uma bagunça.
Maio 3, 2008 às 11:58 am
Escrevi há alguns meses um artigo contra o projeto de regulamentação da categoria. Sugiro a leitura:
http://www.pc2consultoria.com/index.php?option=com_content&task=view&id=223&Itemid=73
Alias, complementando, já que o colega foi a favor da regulamentação até dos barbeiros, por que não regulamentar os músicos??? Quem sabe, não teríamos tantos medíocres como CPM22, NXZero e outras sopas de letrinhas. Ridículo? Tanto quanto outras regulamentações!
Maio 3, 2008 às 3:16 pm
pra mim isso não passa de mais um meio do governo tirar dinhero nosso,
“Isso é MEDO desse pessoal incopetente de faculdades” realmente são pouquissimas faculdades que prestam aki na area, no caso precisamos melhorar o nivel antes de regulamentar…
“Sinceramente, não me consultaria com um médico “auto-didata”.” vc não corre risco de vida de estar usando um sistema feito por um cara sem diploma ou um sistema mal feito… senão a microsoft ja teria matado mtos…
Maio 3, 2008 às 4:20 pm
Acho que não é tão simples assim analisar esta questão. Vejam no meu blog, inclusive os comentários.
Maio 3, 2008 às 4:49 pm
É muito importante lembrar que a informática é uma área interdisciplinar e que as faculdades nos treinam em algumas ferramentas e alguns paradigmas apenas.
Já tentei cursar 2 faculdades particulares de informática conhecidas aqui no Rio de Janeiro:. Saí das duas pois não me conformo em pagar caro um curso em que não aprendo nada e em que a esmagadora maioria dos alunos não têm condições de sequer entrar na faculdade, quanto mais de se formarem.
Vários deles estão, hoje, empregados em grandes empresas trabalhando com “ferramentas” com VB, Delphi e outras em que só é necessário juntar blocos de lego para ter uma aplicação.
Infelizmente hoje é muito triste constatar que as pessoas já acham normal os programas darem “pau” ou caírem. A maioria dos programadores/analistas realmente competentes que eu conheço são ou engenheiros, ou matemáticos ou físicos, carreiras que, ao invés de treinarem o indivíduo em um conjunto de ferramentas, exigem pensamento lógico e capacidade de resolver problemas. Essa deveria ser a formação fundamental da profissão e não o esino dito “para o mercado” que só limita o pensamento e que é o ensino ministrado pelas faculdades hoje em dia.
Esse projeto de lei só vem criar a reserva de mercado para esses profissionais que querem continuar indefinidamente a usar essas mesmas ferramentas e a reclamar dos usuários, que são, no final das contas, a razão de ser da nossa profissão.
Um abraço a todos.
Maio 4, 2008 às 5:33 am
Esse projeto de lei:
*Criará uma reserva de mercado
*Como as próprias faculdades não definiram bem parâmetros curriculares padronizados, alguns zé ruelas simplesmente, se formarão em Computação sabendo apenas VB. Aliás, muitos…
* Gerará desemprego, visto que apenas formados poderão trabalhar na área.
* É cruel com auto-didatas.
* Elimina a figura do Hacker, o verdadeiro programador.
* Elimina o papel das certificações.
* Fecha cursinhos de informática.
* Cria papelada, burocracia e…
* Destrói a indústria…Que se verá obrigada por meia dúzia de intelectualóides egoístas e hipócritas, donos da verdade, a contratar um graduado.
* Espanta investidores estrangeiros. Não vou querer colocar minha empresa num país que me diz até o tipo de gente que devo contratar.
Vocês que querem a regulamentação, não conhecem a realidade do mercado. Ele exclui você, graduado incompetente, e coloca no lugar outro graduado competente ou simplesmente um auto-didata. Simples assim.
O mais interessante é que os proponentes dessas asneiras são esquerdistas de boutique, que no fundo só querem saber de si próprios…Afinal, “socialismo” só é bom para massagear o ego hipertrofiado de “filhinho-de-papai” hipócrita.
Maio 4, 2008 às 1:38 pm
Meu colega bebeto_maya, profissão não é hobby ! Profissão é coisa séria, vai ser auto ditada em engenharia ou em direito ou medicina ?? Se prostituiu a profissão porque ela é nova, e os muleque que gostam de jogar video game, começam a estudar achando que vai fazer joguinho !! Não condeno ser auto-ditatas, mas pra ser profissional tem que haver padrão, controle e um conselho regulamentador, porque se um Hacker faz um gracinha simplesmente perde o direito de trabalhar na área !! Isso sim é um profissão ! Quer brincar vai no jardim da infância ! Um profissional tem responsabilidades e precisa responder por elas, caso fira a ética ou comproneta o bem da sociedade !!
Este movimento contra a legalização é uma piada de quem não tem a devida graduação e não quer tirar porque acha que nao precisa, afinal já sabe de tudo né …
Maio 4, 2008 às 1:48 pm
Pessoal, lendo os textos de alguns aqui dá muita vontade de rir !! Gente falando que tem pessoas formadas que só trabalham com VB ou sei lá o que! Que quem sabe programar mesmo são engenheiro, matemáticos !! Em que mundo vcs vivem ? Profissional ruim existem em toda profissão, agora dizer que os melhores analistas/programadores são engenheiro e matemático é piada heim, eu já trabalhei em muitas empresas grandes, e lhe digo não conheci um unico engenheiro ou matemático que seja gerente de projetos ou que saiba mais que todos os Cientistas da Computação que lá trabalhavam! Todos muito competentes !!! A verdade é amigo, vai tu formado em computação fazer graça em Engenharia !!! O correto é, se quer trabalhar na área, tenha formação para tal, e não venha querer fazer da profissão a casa de mãe Joana !!
Maio 4, 2008 às 2:56 pm
Para quem é PJ é mais uma despesa a pagar dentre as já oficiais. ~Parece que isso foi uma proposta de uns dos possíveis mensaleiros do PSDB-MG, Eduardo Azeredo. Portanto só a origem já é duvidosa. Quanto a se comparar a outros países, não se esqueçam que estamos em um país haave metal em carga tributária, comparação totalmente inoportuna aqui. Deve-se também tomar cuidado com esses conselhos. A minha esposa é da área da saude, cujo conselho é o COREN. Na época ela fez um curso de Técnica de Enfermagem, um grau a mais de um profissional Auxiliar de Enfermagem. Eles simplesmente promoveram todos os auxiliares a técnicos, ou seja, todo investimento que ela havia feito .. necas… Os professionais dai então foram para o mercado sem experiência de um técnico. Ninguem se predispos a formar um Conselho de Informatica no início, quem se prontificou foi o Conselho de Administração. Bom, acho péssima a idéia.
Maio 4, 2008 às 9:13 pm
Engraçado que, em todos os estados em que trabalhei, tenho visto a mesma coisa: são os recém-formados que prostituem o mercado de TI. Aceitam salários baixos, arrastando todo o mercado para baixo.
Então, essa de dizer que pessoas sem formação desvalorizam a categoria, não cola mais.
O que acontece é que tem muito filhinho de papai que não precisa sobreviver do próprio trabalho e trabalha por um trocadinho, tirando a vaga de quem precisa realmente.
Maio 4, 2008 às 9:35 pm
Onde está escrita a ética profissional?! Profissionais de informática hoje são os mesmos trabalhadores do início da indústria e das máquinas a vapor! Será que um conselho profissional para isto resolve o problema?
Maio 5, 2008 às 9:27 am
Nesse mundo em que “quem não cola não sai da escola”, não existe a menor garantia de que os graduados possam responder às expectivas dos contratantes tanto quanto os autodidatas.
A prova cabal da má intenção do governo é a obrigatoriedade de filiar ao conselho, sob pena de multa, processo, prisão ou seja lá que pena judicial se aplique àqueles que estiverem “irregulares”. Principalmente porque já existem as certificações há anos, que servem (de maneira superficial, é verdade..) para atestar da mesmíssima maneira que um diploma o conhecimento de o valor do profissional.
Por acaso algum sindicato EXIGE filiação? (Sinceramente não sei, pois que estou novo no mercado de trabalho.. 4 anos ainda..)
Maio 5, 2008 às 11:51 am
A regulamentação é algo que muda de lugar para lugar, nos EUA por exemplo, cada estado regulamenta o que der na telha, por exemplo, tem lugar que a função de embalsamador é regulamentada.
A informática é uma coisa a parte, se considerar informática como arte, o que mais chegaria perto seria a literatura, todos sabemos ler e escrever, mas raros conseguem ser um Guimalhães Rosa, e um diploma na parede não é indicação de criatividade.
O que acontece na nossa area é uma coisa simples, existem uma quantidade absurda de vagas para tarefas banais como trocar memórias ou montar computadores, muitas pessoas entram no mercado fazendo coisas simples. Não sei ainda a razão, mas parece que algumas pessoas querem que para trocar memória exija conselho.
Outra coisa é a putaria dos horários, quem trabalha em fabrica tem um esquema de horário pior que de médico, e não ganha tanto quanto um, eu ficaria muito puto trabalhando 10 horas por dia também, e a alta quantidade de pessoas disputando este tipo de vaga é de assustar. Mas a culpa também é das empresas que acham que fabrica de software é que nem telemarketing, que aceitam qualquer um que vá disputar as vagas, mas mesmo assim, quem é ruim vai sempre continuar no mesmo lugar ou ser despedido. E o que tem de pessoas reclamando de fabricas, não é a toa que muitas empresas estão voltando a produzir o software internamente. Na boa, eu só trabalho numa fabrica em caso excepcional.
Mas voltando aos autodidatas, na boa, nenhuma empresa aceita um autodidata sem uma boa indicação, ainda mais que diversas empresas e setores governamentais exigem que os funcionários que vão prestar serviços sejam formados.
Qual a garantia de um conselho me dá, erros médicos não são evitados por um conselho, um conselho não impede de um advogado se associar a gangues como PCC ou CV.
Os sindicatos de processamento apóiam a idéia de um conselho, até agora, não fui convencido de que a regulamentação é boa, no meu caso, como sou formado na area, tanto faz, mas para diversas pessoas que são excelentes programadores, vai fazer, e para diversos formados que são bolhas humanas, vai fazer uma diferença maior ainda.
O mercado já regula e dá uma grande preferencia pelos formados, e no lugar que eu estou, o que vale é a meritocracia, o que me garante no emprego não é o meu diploma em uma boa universidade, e sim os meus méritos dentro do projeto.
Alias, consegui o meu emprego em razão de ajudar os outros e mostrar o meu conhecimento na comunidade, e não em razão do diploma.
O povo precisa voltar a ler os textos dos antigos Iluministas.
Maio 5, 2008 às 12:54 pm
Eu sou contra todo tipo de regulamentação. Só visa reservar o mercado para os incompetentes e aqueles que são formados em faculdades fracas.
Não faz menor sentido regulamentar algo que qualquer pessoa pode exercer estudando sozinho. Vai acaba virando uma máfia tipo Oab e Crea que se acha superior ao estado determinando quem ta dentro ou fora. Não existe relação entre faculdade e habilidade. Isso é burrice.
Maio 6, 2008 às 2:03 am
É engraçado ver pessoas que “sabem” concertar o pc de casa, da sua vizinha, do seu amigo, os chamados “Micreiros” quererem se enquadrar como um profissional da computação. Procurem estudar, ciência da computação é muito mais que isso. Além do mais, hoje em dia, um curso de graduação é essêncial para qualquer um, independente de ser na área de computação. Eu sou a favor da regulamentação, mas não nos moldes propostos.
Maio 7, 2008 às 9:28 am
Conheço faculdades de informática que nem ensinam VB(irei citar nomes: Unibam Osasco, Unip e Fernão Dias)
O destino destes alunos(assim como a maioria dos formados na area) é trabalhar no help-desk da telefonica, comtex, etc..
Já pensou se além de receber o belo salário de R$700,00 ainda tiverem que pagar a anuidade do conselho?
P.S:Como matemático e futuro formado em física não me preocupo com a regulamentação.. caso tenha que trabalhar nesta area basta a empresa me registrar na função e contratar algum formado na area por 700 pilas por mês
Maio 7, 2008 às 9:29 am
Ops
onde se lê: “basta a empresa me registrar “na função” e contratar algum formado na area por 700 pilas por mês ”
leia-se: basta a empresa me registrar em outra função e contratar algum formado na area por 700 pilas por mês
Maio 7, 2008 às 9:50 am
Meu deus! Essas faculdades não ensinam VB! Que absurdo!
Isso é um exemplo de como regulamentação não vai servir pra nada: pra quem acha VB essencial como o Bozo, não vai dar garantia nenhuma. Ou no caso pior, caso dê garantia para ele, vai ser inútil para todo o resto do mundo que nunca vai usar VB.
Maio 7, 2008 às 10:43 am
Mas e quem disse que eu acho VB essencial?
O máximo que elas ensinam é usar o MS-ACESS( e olhe lá)
Maio 7, 2008 às 10:54 am
Concordo com Vc Eduardo Habkost,quem deve decicider é o contrante/empregador.Faculdade hoje,não só na area de informática,mas em todas as outras DE maneira nenhuma prepara para o mercado,isso é ilusão.
Maio 7, 2008 às 2:17 pm
Eu acho que quem tem medo de perder o emprego para um menino que leu um livro de java e aceita um emprego por R$ 600,00 deve parar, rever e repensar sua carreira, pois se seu trabalho está no nível de um carinha que leu um livro, a coisa está feia. Eu não sou formado, mas já ganhei muitas vagas de várias pessoas formadas, não pelo meu salário (que é bem acima da média do mercado), mas por meu conhecimento, minha experiência e minha capacidade.
Eu não vejo isso de alguém chegar e dizer que o salário pago é 600 / 8 horas; existem sim vagas com valores que possam parecer absurdos para alguns, mas aceita o emprego quem quer se sujeitar a ganhar isso. Se ninguém aceitar, com certeza vão aumentar e uma hora chega em um valor aceitável para alguém. Não é o mercado que dita a regra, estamos com uma defasagem de 150000 profissionais da nossa área. As emrpesas estão em busca de profissionais e não encontram: não existe profissional disponível e os que estão disponíveis ou não aceitam o salário oferecido ou não tem capacidade técnica para ser contratado. Quando a empresa consegue contratar um alguém que aceitou essa esmola, com certeza não vai ter produção desejada, não vai ter qualidade.
Nós ditamos as regras, nós damos rítmo ao jogo. Agora se um qualquer se sujeita a ganhar 600 conto, mesmo tendo capacidade para mais, sinto muito, mas não podemos fazer nada por você a não ser encaminhar seu currículo para vagas que casualmente tenhamos conhecimento.
Agora falando da regulamentação, definir os cargos, os cursos e pisos salariais eu acho uma boa, para nossa área. Exigir que seja formado em um dos 3 cursos, eu acho um absurdo e vou explicar porque: nossa área não está surgindo agora no país, existe a muito tempo e tem muitos profissionais super competentes que não possuem faculdade, mas carregam uma bagagem enorme que foram acumulando durante todo esse tempo, com estudos, experiências e vivência. Chegar num momento como este e simplesmente falar que esses caras não se enquadram é loucura e anti-ético (já que tem várias pessoas que estão adorando citar esta palavra e na minha visão vêm nesta regulamentação uma oportunidade de aumentarem suas chances de contratação, meio que uma cota para os negros na faculdade). Eu não sou formado, mas me garanto profissionalmente.
Agora exigir pagamento de encargos de sindicato e tudo mais, acho que deveria ser no mínimo opcional: ai vai de cada um, se sua entidade te dá benefícios que justifiquem sua contribuição, você paga; se acha que não precisa disso ou que não te dão nada que justifique, você não paga. Mas não que seja como OAB, CRECI, CREA que exigem o pagamento dos encargos inclusive quando você não está exercendo atividade na área, ou como algumas dessas que trabalham sob uma máfia da aprovação.
Maio 7, 2008 às 2:32 pm
Eu discordo do Helder Ribas.
Muitas grandes empresas contratam não formados mesmo não sendo indicados. Eu já trabalhei no Itaú, não sendo indicado e não sendo formado. Me submeti a testes de competência e entrei. Já passei por várias outras grandes empresas na mesma situação: SKY, Contax, Teletech, NET, Genesys, Unibanco, entre outras, sempre na área de desenvolvimento. Hoje estou em uma não tão grande quanto as anteriores, mas entrei por competência, minha remuneração é bem acima da média do mercado e vem crescendo conforme vou mudando de empresa, tenho outros benefícios como participação nos lucros da empresa, VR, plano de saúde (mesmo sendo PJ e não é extendido aos outros funcionários, foi por negociação na contratação) e poder, mesmo sendo não formado e não tendo sido indicado por alguém daqui de dentro. ´
Competência vem da experiência, da aplicação da pessoa, do interesse pessoal e não da faculdade. Faculdadem, quando tem professores competentes, ensina o básico, e aprende quem quer, que está afim (quem não mata aula pra ir pros butecos). Se destaca e é competente quem aprende (na faculdade ou não), quem luta, quem se interessa, não quem simplesmente tem um pedaço de papel chamado diploma.
E não venham falar de médico auto-didata e tantas outras que falaram aí em cima, porque as coisas são completamente diferentes. Um computador, softwares, livros, qualquer uma tem em casa, pega e estuda: se errar o máximo que acontece é uma mensagem de erro, ou um disco formatado. Procura o erro, corrige (e aprende!) e roda a aplicação de novo. Já um médico, que tanto falam aí, não tem corpos e todos o ferramental necessário para aprender sobre essa complexa disciplina, são mundos completamente diferentes, sem a menor possibilidade de comparação.
Maio 8, 2008 às 12:41 pm
Essa área de informática é realmente uma “mãe”. Todos (sem distinção de classe, cor, nacionalidade e oops… formação) entram, saem, dizem que sabem isso e aquilo (as vezes até é verdade) e o salário cada vez mais baixo (ou melhor a Hh) devido a imensa (gigantesca) oferta de mão de obra. Especializada ? Bem, isso é outro assunto.
.
Sim, porque qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento pode aprender a programar uma linguagem de computador e já pode sair por ai dizendo que trabalhou lá naquela multinacional, que fica onde mesmo ?? E não se preocupe porque ele aceita trabalhar pela metade do valor daquele outro que ralou pra cacete na vida pra conseguir uma formação e que também aprendeu a primeira linguagem programando em um XT-zinho (ou TK80) no fundo da garagem – O resultado dessa banalização ? Consultorias aos montes, com salário ridículos e regras de seleção absurdas (também pudera, como separar o joio do trigo ??) – escolha a sua.
Bem, então você é muito bom (como o Kernighan & Ritchie) e acredita “piamente” que está preparado (ninguém pode dizer o contrário) mas não quer se formar na área porque acredita que realmente não precisa disso porque aqueles “Gênios do passado”, e alguns ainda presentes, sem esquecer do nosso digníssimo sr. presidente , não possuem formação especializada nem título superior. Além disso, aqueles caras lá do Woodstock revolucionaram o mundo e também não estampavam nenhuma beca, e o canudo que ostentavam era outro
Ok, não há problema nenhum e não desmerece a competência de ninguém possuir um canudo… porque competência não tem nada a ver com formação (como disse o Sr. Leandro). Mas você (descrente) deve convir que é um diferencial na carreira de um profissional como o é obter uma certificação MSCD, CISCO ou SAP. E se você ralou (e gastou) durante muitos anos porque não pode ser beneficiado (ou não!) porque uma LEI que regulamente isso. Calma ! Não esbraveje agora.
A liberdade é a maior conquista do homem, então a Cézar ou que é de Cézar aos formados o que é dos formados.
Cada um que assuma suas consequências por suas escolhas ou não.
Uma coisa eu tenho certeza (e pela experiência dos meus 20 anos na área de TI), você deve concordar comigo, que emprego não faltará, pois continuarão existindo consultorias medíocres que contratam profissionais medíocres, para atuarem em empresas medíocres, com salários medíocres – mediocridade não escolhe formação.
Se você está realmente confuso e inseguro com isso, recomendo uma leitura, simples e de fácil compreensão que todos “formados ou não” deveriam ler… Quem mexeu no meu queijo ? (Ah, já leu mas esqueceu né… )
Olha só, nem bem fecharam a tal lei já tem gente preocupado com isso.
Me parece que essa lei esta causando um certo PAVOR naqueles que não possuem uma formação credenciada pelo MEC, e porque ? Estão começando a mexer no seu queijo ?
Boa sorte pra todos.
Maio 13, 2008 às 9:03 am
Concordo com o Sr. Gilson. Mediocridade sempre existirá. Querem garantir a “qualidade” dos profissionais com base em uma formação acadêmica. Esqueceram apenas de garantir antes a qualidade do curso acadêmico.
Eu entrei em uma faculdade depois de 8 anos trabalhando na área. Em 4 anos não tive nenhum professor que me agregasse algum conhecimento. Formaram-se comigo “profissionais” que não eram capazes de diferenciar uma memória de um disco rígido. A grande maioria não conhecia a diferença entre uma linguagem de programação e um sistema operacional.
Se quiserem atestar a qualidade de um profissional, procure por profissionais certificados por instituições reconhecidas: Microsoft, Cisco, IBM, Oracle…. Todas tem trilhas de certificação.
Na minha opinião é melhor não ter regulamentação do que uma regulamentação querer garantir que qualquer pessoa com graduação seja capaz de atuar na área. Isso é apenas mais uma forma do governo meter a mão no bolso do trabalhador, e cairá em descrédito rapidamente.
Maio 15, 2008 às 12:06 pm
Certificações é um diferencial, mas também não garante a competência. Não disse que fazer uma faculdade é uma besteira, mas com a falta de cuidado que existe hoje com a educação em nosso país, existem faculdades que não agregam nenhum conhecimento ao aluno, simplesmente dão a ilusão de que ele é um profissional pronto para o mercado. Disse que quem faz por fazer, fica feliz com leis deste tipo, pois ilusoriamente ajudam a conseguir seu emprego. O que quero dizer é que é uma loucura proibir os profissionais (além de mim, Sr. Gilson, existem outros milhares) que não possuem um canudo, mas que são competentes, de atuarem regularmente.
Concordo com o Adriano,